A Coca-Cola anunciou uma “pausa temporária” em algumas de suas linhas de produção no Reino Unido, de acordo com agências de notícias. O motivo é a falta de dióxido de carbono (CO2), componente usado para acrescentar o gás à bebida.
A falta de dióxido de carbono na Grã Bretanha, explica o jornal “The Telegraph”, se deve a um “número incomumente alto de fechamento das fábricas que produzem o gás como um subproduto da indústria de fertilizantes”.
Com o fechamento das fábricas e a consequente menor quantidade disponível do gás, há até o risco de os britânicos sofrerem um “apagão” de cerveja neste verão e em plena Copa do Mundo. Na semana passada, a Associação Britânica de Cerveja e Pub alertou que a falta de de CO2 “vai impactar, sem dúvida, aqueles muitos pequenos fornecedores que distribuem localmente”.
Uma das empresas que já foi informada pelos seus fornecedores de que há um grande problema com a entrega do gás é a fabricante da Heineken — que diz estar conversando com os clientes para minimizar problemas.
Ainda segundo o “Telegraph”, só uma unidade da Coca-Cola está funcionando no Reino Unido. Ainda assim, a empresa afirma que a oferta de produtos não foi afetada, informou a BBC.
“Nosso foco é em limitar o efeito que isso pode ter na disponibilidade dos nossos produtos”, disse a Coca-Cola em comunicado citado pela BBC.
NEM COMIDA CONGELADA ESCAPA
E a falta do gás afeta mais do que apenas as bebidas, alcoólicas ou não. A BBC noticiou que há relatos de impactos na entrega de alimentos congelados, mantidos resfriados com gelo seco, que é feito a partir da compressão do CO2. Assim, a rede de supermercados Ocado estaria racionando as entregas de comida congelada, para evitar ficar sem gelo seco.







