Com investimento de aproximadamente R$ 2,7 milhões do Plano de Desenvolvimento Institucional em Pesquisa (PDIP), financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) inaugurou os laboratórios de Estudos de Voláteis, Destilação Molecular, Biotecnologia e Cultura Celular e Biologia Molecular, ampliando o leque de atuação da instituição em pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor de alimentos, bebidas, ingredientes e embalagem. "Significa muito para o ITAL de hoje e para a contribuição que certamente ofereceremos para o futuro da ciência e qualidade dos alimentos", afirmou Eloísa Garcia, diretora geral do Instituto, que é vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Sob responsabilidade da pesquisadora científica Aline Garcia, o Laboratório de Estudo de Voláteis conta com o equipamento multiusuário GC-O-MS/MS, com alta sensibilidade para identificação de substâncias voláteis nos alimentos, como contaminantes formados durante o processamento, resíduos de pesticidas e substâncias desconhecidas ou indesejadas provenientes da embalagem. As análises do laboratório também contribuirão com pesquisas sobre compostos voláteis com potencial odorífero com foco, por exemplo, na aplicação de subprodutos da agroindústria e no acompanhamento de indicadores de degradação ao longo da vida útil dos alimentos.
Já sob a liderança do pesquisador científico Paulo Carvalho, o Laboratório de Destilação Molecular conta com um novo modelo de destilador que concentra em um único corpo destilação e condensação, permitindo que esse processo seja feito com temperaturas muito mais baixas do que na destilação convencional, sendo mais eficiente para separação e fracionamento de substâncias como vitaminas e pigmentos presentes em produtos e subprodutos da indústria de alimentos.
O Laboratório de Biotecnologia e Cultura Celular, por sua vez, possibilitará obter e testar os componentes dos alimentos que produzem efeitos benéficos à saúde, como substâncias anti-inflamatórias, antitumorais, hipotensoras e antioxidantes, usando diferentes modelos de células animais ou humanas cultivadas em laboratório.
Por fim, o Laboratório de Biologia Molecular possibilitará uma identificação mais precisa de microrganismos que podem contaminar os alimentos, responsáveis pela sua deterioração e/ou por causar doenças de origem alimentar.
Fonte: Imprensa ITAL







