A Gavan, startup de tecnologia de alimentos, está criando uma ampla gama de corantes azuis naturais para bebidas quentes e frias por meio de uma tecnologia proprietária que inclui um método para extrair um azul puro e totalmente natural, que oferece alto desempenho e alta estabilidade, ao mesmo tempo em que é extremamente atraente.
As soluções de coloração são baseadas na spirulina, que vem ganhando força como superalimento há algum tempo. “A tecnologia proprietária da Gavan nos permite transformar spirulina ou outros compostos e fontes vegetais em corantes alimentícios fáceis de usar e dispersíveis em água, adequados para bebidas quentes e frias. O azul natural é considerado o Santo Graal da indústria de bebidas. Os consumidores gostam de incrementar suas bebidas com cores vibrantes de origem natural. Embora o azul seja uma das cores naturais mais solicitadas para bebidas, a indústria está procurando um substituto natural para cores sintéticas que possam superar o pH ácido em aplicações de bebidas e a Gavan resolve esse problema”, disse Itai Cohen, CEO e cofundador da empresa.
A nova formulação de coloração é ideal para chá e café, bem como bebidas funcionais e bebidas esportivas. Tais produtos normalmente requerem parâmetros de produção específicos, incluindo infusão em água fervente ou meio ácido.
Encontrar uma solução completa para o problema do azul natural tem sido um desafio. Tanto os corantes azuis sintéticos quanto os corantes azuis vegetais têm desafios regulatórios, de estabilidade, intensidade ou preço. Além disso, a principal barreira para a criação de formulações de alimentos com cores naturais é manter a estabilidade para garantir um azul verdadeiro vibrante e consistente durante toda a vida útil do produto. Qualquer tratamento térmico pode afetar a cor de forma irreversível e qualquer mudança no pH pode prejudicar a estabilidade da cor e influenciar a tonalidade da cor azul. “O desafio que superamos é a capacidade de utilizar o azul natural em processos de alta temperatura, como a pasteurização. Algo que não existe hoje. Também podemos criar vários tons de azul que atenderão as necessidades dos nossos clientes”, observou Cohen.
Com relação as oportunidades de crescimento no uso do azul natural, Cohen explica como as gerações mais jovens estão exigindo cores vibrantes e atraentes que destacam seus alimentos e bebidas. A comida instagramável já é um conceito há algum tempo e as bebidas azuis definitivamente se encaixam nesse espaço. “Os alimentos e bebidas de cores azuis estão se tornando populares entre os consumidores jovens e assumimos que isso afetará o crescimento das bebidas quentes, bem como bebidas funcionais e bebidas esportivas. A inovação de produtos e o lançamento de novas bebidas quentes ou frias em diversos tons de azul contribuirão para esse aumento significativamente”, revelou Cohen.
Segundo Cohen, o mercado de corantes alimentícios está projetado para atingir US$ 5,4 bilhões até 2026, impulsionado pelo desejo do consumidor por corantes alimentícios naturais com benefícios para a saúde e maior conscientização por produtos de rótulo limpo. “Dado que as cores naturais são uma tendência crescente e que um dos fundadores tem um profundo conhecimento em spirulina, foi solicitado que o primeiro desenvolvimento fosse uma cor azul natural”, acrescentou.
A tecnologia não OGM da Gavan extrai e otimiza o corante suavemente, sem danificar a fonte, e permite a extração de múltiplos compostos de toda a spirulina, sem desperdício. Também protege o corante do desbotamento, mesmo em pH tão baixo quanto 3,0 ou quando pasteurizado a 90°C por 30 segundos. Além disso, o controle da plataforma sobre o tamanho das partículas oferece maior estabilidade ao longo da vida útil do produto final.
“A tecnologia proprietária da Gavan nos permite transformar spirulina ou outros compostos em corantes alimentícios fáceis de usar e dispersíveis em água, adequados para bebidas quentes e frias. O azul de Gavan pode substituir a coloração artificial e abre opções para que bebidas ácidas sejam coloridas com qualquer tonalidade de azul. Não tem impacto no sabor e mantém um rótulo claro e limpo”, disse Cohen
Fonte: Food Ingredients First







