A Camil, empresa do ramo de alimentos não perecíveis, anunciou a aquisição da marca de cafés Seleto, até então de propriedade da JDE (Jacobs Douwe Egberts) Brasil.
A transação marca a entrada da Camil no ramo de café e ocorre um mês após outro movimento similar: o da aquisição, por R$410 milhões, da fabricante de massas Santa Amália. Com o negócio, a Camil ingressou na cadeia do trigo.
Hoje, a Camil atua nas áreas de grãos, pescados (com a marca Coqueiro), e açúcar (com as marcas União, Barra, Neve e Duçula), além da recente incursão no segmento de massas.
Em 2020, registrou receita de R$ 7,47 bilhões e lucro líquido de R$ 462 milhões; a operação anunciada marca a entrada da empresa nos ramos de massas, achocolatados e molhos.
A JDE é uma empresa especializada em cafés e chás sediada na Holanda. No Brasil, é a dona de marcas como Pelé, Caboclo, Pilão, Café do Ponto, Damasco e L’OR.
No início dos anos 2000, a marca já fazia parte do portfólio da americana Sara Lee (posteriormente Douwe Egberts). Em 2012, foi vendida ao grupo mineiro Foods Alimentos e, quatro anos depois, foi comprada pela JDE, conglomerado que resultou da fusão entre a divisão de café da Mondelez e a Douwe Egberts.
A compra ainda precisa ser aprovada pelo Cade.
Fonte: Exame







