O presidente do Conselho de Administração da empresa de alimentos BRF, Abilio Diniz, disse que a empresa avalia investimento na Namíbia.
O último relatório anual da BRF diz que a empresa passou 2015 reformulando sua estratégia para o continente africano, onde identificou várias oportunidades de mercado na categoria de processados, impulsionadas principalmente pelos segmentos de salsichas, mortadelas e margarinas. A BRF tem atuado no continente por meio de exportações para distribuidores locais.
A BRF até recentemente considerava a África como uma região de negócios junto com o Oriente Médio. A empresa tem atuado no continente via exportações e mantém um escritório comercial na África do Sul.
Os comentários de Diniz foram feitos no mesmo dia em que a União Europeia assinou um acordo de comércio com a Namíbia e mais cinco países africanos, dando acesso ilimitado ao bloco econômico.
O pacto, conhecido como Acordo de Parceria Econômica (EPA, na sigla em inglês), foi assinado pela comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmström, com ministros de Comércio de Botswana, Lesoto, Moçambique, Suazilândia, África do Sul e Namíbia.
No mesmo evento, Diniz comentou que a empresa enfrenta dificuldades em Angola, um dos principais parceiros comerciais do Brasil na África.
Segundo a BRF, é importante ressaltar que Angola não está em default, ainda que existam algumas restrições à retirada de dinheiro do país. Os negócios da BRF em Angola são feitos apenas com empresas privadas, sem nenhuma venda ao governo. A BRF atua no país via exportações de produtos in natura e processados como mortadela, salsicha e empanados produzidos no Brasil.
Sobre a Namíbia, a BRF afirmou que tem atuado ativamente em diversos países da Africa para desenvolver e incrementar negócios.







