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O maior ingrediente da comida do futuro pode ser o ar

O aumento dos preços das commodities coloca um ônus sobre os fabricantes de alimentos e bebidas para explorar as oportunidades apresentadas pelo ar como um ingrediente em produtos, acredita a "futurologista de alimentos" Dra. Morgaine Gaye.

A indústria sabe há muito tempo que o uso de gases em alimentos pode fornecer efeitos sensoriais importantes, mesmo em níveis menores, que não podem ser percebidos pelos consumidores. Os especialistas estão explorando como o ar pode ser usado como ingrediente em uma ampla gama de alimentos, acreditando que seu uso pode ajudar a introduzir texturas delicadas, diminuir o teor de gordura, reduzir a densidade calórica e, até mesmo, induzir à saciedade.

Segundo a Dra. Morgaine Gaye, a inovação nesse espaço aéreo deve crescer, auxiliado por melhorias na tecnologia de impressão 3D e aumento dos preços das commodities. O ar pode ser usado para alterar a distribuição de textura e sabor dos alimentos, explicou. Texturas leves e infladas adicionam volume, forma, tamanho e interesse aos comestíveis, e o uso de ar permitirá que as marcas criem produtos maiores usando a mesma quantidade de ingredientes, dando ao consumidor uma sensação de valor pelo dinheiro. “Uma das coisas que sabemos sobre os alimentos é que a textura é um divisor de águas. Você gosta de crocante ou suave ou uma mistura de ambos? Se pudermos adicionar ar, podemos mudar a textura”, acrescentou a Dra. Gaye.

A tecnologia 3D está melhorando e, graças a técnicas como sinterização e fusão seletiva de ar quente (SHASAM), está avançando nos esforços dos fabricantes para retexturizar os alimentos. A impressão 3D é uma tecnologia ideal para a fabricação de alimentos, porque pode produzir construções 3D com geometrias complexas, texturas complexas, nutrição aprimorada e sabores realistas. “A outra coisa que o ar faz é que nos permite fazer impressões 3D lindamente”, afirmou a Dra. Gaye, acrescentando que o ar pode reivindicar ser o ingrediente do futuro.

Segundo a Dra. Gaye, a água também é um grande negócio e está relacionada a duas outras tendências: a das marcas que buscam um reaproveitamento para descobrir novos fluxos de receita e alimentos com funcionalidade. “Não será mais suficiente para a comida ter um gosto bom. Terá que fazer bem para o planeta e para nós. Queremos alimentos que tenham alguns benefícios adicionais que nos ajudem a relaxar”, observou.

Fonte: Food Navigator