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AAK inova com tecnologia substituta ao creme de leite

Livre de colesterol, sem gorduras trans e uma opção mais acessível para ser usada por fabricantes no lugar do creme de leite. Esses são alguns dos atrativos da nova tecnologia da AAK, indústria multinacional de óleo e gorduras vegetais. Desenvolvido no Brasil pela unidade situada em Jundiaí, SP, o AkoMilk DFS começou a ser comercializado recentemente e deve responder por um crescimento interno no segmento de lácteos quatro vezes superior à média, que gira em torno de 3,5% ao ano, segundo estimativas da empresa.

De acordo com Rodrigo Miyake, líder de time de Inovação ao Cliente na AAK para América do Sul, a inspiração para o produto veio de itens da empresa consagrados em outros países em que atua. No entanto, para o lançamento em solo brasileiro, foi necessário fazer adequações. “Os ajustes foram feitos para atender a realidade do mercado brasileiro, que conta com suas particularidades e com preferências do consumidor em relação ao perfil sensorial, por exemplo, o desejo por itens que misturem sabor e boa textura”.

A análise de Miyake sobre o paladar do consumidor está alinhada ao que mostram pesquisas. Uma delas, da agência de inteligência de mercado Mintel, revela que no campo dos lácteos, em categorias consideradas indulgentes, os aspectos citados por ele são, de fato, alguns dos mais importantes. Além disso, no Brasil, também se come com os olhos: o visual entra na relação de características valorizadas na categoria. Entre os itens de indulgência, são exemplares bastante lembrados pelos consumidores sorvetes, queijos, iogurtes, doces e sobremesas derivadas de lácteos.

A partir dessas análises e de um longo processo de pesquisa, foi o lançado o AkoMilk DFS, que pode ser incorporado a produções diversas como substituto vegetal do creme de leite. Requeijão, sorvetes e bebidas são exemplos de receitas em que o AkoMilk DFS pode ser usado pela indústria fabricante de alimentos. É ainda uma opção que oferece vantagens, como maior shelf life (validade) e facilidade de armazenamento, pois dispensa refrigeração, ao contrário do creme de leite. O produto da AAK também é menos suscetível às flutuações cambiais que impactam o mercado de commodities (em que entra o leite e seus derivados).

Um outro ponto é a questão relacionada ao espaço físico. “O creme de leite comumente usado em produtos lácteos possui até 50% de umidade, o que se traduz em 50% do volume total da matéria-prima em água. A solução desenvolvida pela AAK possui máximo de 0,1% de umidade. Isso faz com que o espaço físico dedicado ao armazenamento seja muito menor”, explicou Miyake.

Além disso, o insumo tem como principais características o sabor neutro e limpo, facilmente adaptado ao produto final, bem como boa cremosidade, derretimento e um perfil nutricional ajustável; nesse caso, os níveis de saturação e de ômegas 3 e 6.

Segundo Miyake, o cliente, representado pelas indústrias do setor atendido com esse novo item, usufrui de economias diretas e indiretas, sem que a experiência do consumidor seja modificada.

Fonte: ComTexto Comunicação Integrada