Assim como ocorre em outras áreas, há grande expectativa por parte do mercado e dos consumidores no que se refere à digitalização na indústria de alimentos. Afinal, trata-se de um setor que é essencial para a vida das pessoas, além de movimentar a economia de muitos países.
O Brasil, por exemplo, é considerado uma potência nesse segmento, tendo em vista que exporta alimentos e bebidas para mais de 180 países do mundo, conforme mostram dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA).
Para Mônica Lobenschuss, empresária e professora do MBA em Gestão Estratégica de Negócios do Centro Universitário FIAP, tornar as operações digitais não é mais uma questão de escolha, mas sim de sustentabilidade para a indústria de alimentos. “Quem não fizer a sua transformação digital, continuará perdendo dinheiro e oportunidades de negócios”, sintetiza.
Lobenschuss também lembra que, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a população mundial precisará de mais 70% de alimentos e bebidas até 2025. Ao mesmo passo, a empresária também traz dados da ABIA, que apontam que 60% dos desperdícios na indústria de alimentos acontecem da produção ao varejo.
Observando esses cenários, Lobenschuss vê na digitalização um caminho para aproveitar ao máximo as oportunidades, ao mesmo tempo em que se corrigem falhas no processo produtivo. “Hoje, vemos possibilidades de trazer novas opções de customização na indústria para atender as mudanças no comportamento de consumo”, exemplifica.
De acordo com Lobenschuss, ao trazer a cultura digital para a indústria de alimentos, é possível ter um maior controle, geração de dados e gestão baseada em informações precisas dentro da operação e do mercado.
A professora explica: “A transformação digital vai desde a linha de produção, que pode se beneficiar de recursos de IoT (Internet das Coisas) e de robotização, até a gestão, que pode incluir softwares e equipamentos para medir, coletar e tratar dados que irão ajudar a entender pontos de perda e oportunidades de melhorias, com agilidade, em tempo real”.
E complementa: “Isso sem falar nas áreas de marketing e vendas, que podem usar plataformas tecnológicas de mercado para fortalecer a marca junto aos clientes, captar potenciais interessados, fazer a conversão comercial e todo programa de fidelização, visualizando o custo de aquisição de cada cliente, a sua contribuição no faturamento do negócio, mídias com mais retorno e outras informações estratégias que estão transformando o mercado de alimentos”.
Sobre as tendências da digitalização na indústria de alimentos para os próximos anos, Lobenschuss comenta que as empresas do segmento deverão ampliar muito os projetos de transformação digital e adotar novas tecnologias, que vão desde o RPA (Robotic Process Automation) e machine learning até iniciativas com Inteligência Artificial, por exemplo.
“Para se preparar para esse cenário e acelerar as mudanças, respeitando a cultura da empresa, é importante trazer a inovação para o negócio e para o dia a dia da indústria, que pode contar com consultorias de inovação e transformação digital para ajudar a identificar os principais desafios, definir prioridades e desenvolver o mapa de digitalização do negócio, de forma escalonada e sustentável”, orienta a empresária.
Fonte: Food Connection







