O queijo de búfala produzido na Ilha do Marajó, no Pará, recebeu o registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência. O registro, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), permite que o nome da região geográfica do Marajó seja utilizado oficialmente na iguaria, atrelando qualidade e reputação a esse produto premiado em concursos nacionais e internacionais.
O queijo também é o primeiro produto da região Norte a receber o Selo Arte. Com esse reconhecimento, o produto é identificado como um queijo artesanal tradicional brasileiro, permitindo a sua comercialização em todo o país.
O queijo do Marajó nada tem a ver com a mozzarella de búfala de origem italiana, popularmente conhecida no Brasil. Considerado uma iguaria, o queijo produzido no Norte do país é elaborado a partir do leite de búfala cru com fermentação espontânea, principal fator que o diferencia da maioria, principalmente dos produtos industriais.
No paladar, o queijo é mais cremoso, com uma leve acidez e um final adocicado. Apresenta valores nutricionais de 59% a mais de cálcio, 47% a mais de fósforo, 30% a menos colesterol e maior teor de vitaminas A e D.
De acordo com estudo publicado pelo Mapa em 2020, a estimativa do número global de produtores de queijo existentes no Marajó indica que há entre 65 a 70 queijarias, sendo que as mais estruturadas chegam a produzir uma média de 60 a 100 kg/dia, em época de safra, e entre 35 a 70 kg/dia na entressafra.
Fonte: Informativo Forlac







