Apesar dos efeitos da crise econômica no consumo no Brasil, Didier Debrosse, presidente da Heineken Brasil, afirmou ter "uma visão otimista" para os negócios no país e reafirmou "a confiança e compromisso com o Brasil para continuar investindo", disse. Debrousse é o premiado do "Executivo de Valor" na categoria indústria de alimentos e bebidas.
"Embora estejamos em um cenário desafiador, acreditamos no potencial do mercado e estamos aqui para ficar e crescer. Nesses oito anos, o mercado brasileiro respondeu muito bem aos nossos avanços e produtos", afirmou. A Heineken encerrou 2017 com lucro líquido de 977 milhões de euros, alta de 25,4% em relação ao ganho apurado em 2016. A receita líquida da cervejaria holandesa avançou 5,3% na mesma base de comparação, para 21,89 bilhões de euros.
De acordo com o executivo, o Brasil é o terceiro maior mercado de cerveja do mundo em volume (139 milhões de hectolitros em 2015) e o segundo maior mercado em lucro com cerveja do mundo. "O Brasil é um mercado de cerveja altamente atrativo e resiliente e, apesar do recente impacto dos desdobramentos macroeconômicos e políticos no crescimento do PIB [Produto Interno Bruto], continua a oferecer uma perspectiva atraente de longo prazo", afirmou. Em abril, a Heineken informou que, no primeiro trimestre, suas vendas para a região das Américas, que inclui o Brasil, aumentaram 42,5%, para 19,2 milhões de hectolitros. No Brasil, segundo a companhia, as vendas tiveram aumento de "duplo dígito".
"O crescimento de nossos negócios em um país como o Brasil, com dimensões continentais, é um desafio para a Heineken, assim como a grande competitividade que enfrentamos com o mercado local", comentou. Segundo ele, em um ano de muitos acontecimentos no Brasil e no mundo, a companhia está focada na estratégia de negócios de aumentar a presença no país, fazendo expansões e modernização de cervejarias, e em melhorar os processos e inovação (P&D) planejado para os próximos três anos.
Sobre a crise provocada pela greve dos caminhoneiros, Didier afirmou que cerca de 90% das operações no país estão paradas e que levará de quatro a seis dias para voltar ao normal a partir do momento em que a greve de fato terminar.







