A crescente demanda pela divulgação de fórmulas de produtos químicos, hormônios e alimentos está mudando a maneira que diretores financeiros das empresas alimentícias direcionam investimentos em novas tecnologias, desenvolvimento de produtos e o fornecimento de ingredientes.
A Cargill Inc. ocupa um “lugar muito maior na mesa” de seus clientes à medida que eles procuram resolver a demanda dos consumidores de transparência sobre a formulação de alimentos, disse o diretor financeiro Marcel Smits, durante um painel da conferência BMO Capital Markets Farm to Market na semana passada, em Nova York.
A demanda por produtos que não sejam geneticamente modificados e por alimentos orgânicos está levando o conglomerado agrícola americano de capital fechado a mudar a forma ele manuseia certas matérias-primas da cadeia de fornecimento, como elevadores de grãos ou unidades de processamento e empacotamento de carnes, disse ele.
“Agora somos capazes de manter as carnes de 20 animais separadas durante todo o processo até a embalagem onde ela será colocada”, disse Smits.
Também é preciso equilibrar os custos maiores de produção e o desejo dos consumidores de pagar por certas práticas agrícolas ou ingredientes.
Na fabricante americana de alimentos General Mills Inc., a demanda dos consumidores por redução do conteúdo de açúcar levou a empresa a reformular a adição do ingrediente em alguns de seus cereais. Os cristais de açúcar são agora colocados do lado de fora dos cereais em vez de diretamente na mistura, para reduzir a quantidade de açúcar sem alterar o sabor, disse o diretor financeiro da companhia , Donal Mulligan.
“É nossa responsabilidade renovar nossos produtos”, disse ele. “À medida que as necessidades dos consumidores mudam, queremos ter certeza que nossos produtos estão mudando adequadamente.”
A mudança é mais aparente nas gôndolas dos supermercados, como aquelas operadas pela rede americana de supermercados Kroger Co.







