Consumir peixes de água fria e outras fontes de ácidos graxos ômega 3 pode preservar a saúde do cérebro e melhorar a cognição na meia-idade. Essa foi a conclusão de uma pesquisa conduzida pelo corpo docente do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas e outros pesquisadores do Framingham Heart Study.
O estudo, realizado com voluntários saudáveis entre 40 e 50 anos, analisou a relação das concentrações de ácidos graxos ômega 3 nos glóbulos vermelhos com ressonância magnética e marcadores cognitivos do envelhecimento cerebral. Também foi estudado o efeito das concentrações de glóbulos vermelhos ômega 3 em voluntários com APOE4, uma variação genética ligada ao maior risco de doença de Alzheimer.
Os resultados indicam que um maior índice de ômega 3 foi associado a maiores volumes no hipocampo, que desempenha importante papel i na aprendizagem e na memória. Também revelou que o consumo mais de ômega 3 está associado a um melhor raciocínio abstrato ou à capacidade de entender conceitos complexos usando o pensamento lógico. Além disso, portadores de APOE4 com índice ômega 3 mais alto apresentaram menos doença de pequenos vasos.
Os pesquisadores usaram uma técnica chamada cromatografia gasosa para medir as concentrações de ácido docosahexaenóico (DHA) e ácido eicosapentaenóico (EPA) dos glóbulos vermelhos. O índice ômega-3 foi calculado como DHA mais EPA.
Segundo os pesquisadores, esse estudo é um dos primeiros a observar esse efeito em uma população mais jovem, sendo necessários mais pesquisas nessa faixa etária.







