O bloqueio do Estreito de Ormuz, que já entra em sua terceira semana após ataques recíprocos entre EUA-Israel e o Irã, interrompeu o fluxo vital de insumos agrícolas. O impacto é direto na produção de fertilizantes nitrogenados e fosfatados, componentes essenciais para a produtividade de culturas base como milho, trigo e arroz, fundamentais para a fabricação de amidos, farinhas e xaropes.
O mercado de fertilizantes já reagiu: o preço da ureia — o fertilizante sólido mais utilizado no mundo — saltou mais de 30% em apenas uma semana, atingindo o patamar de US$ 683 por tonelada métrica no hub de importação de Nova Orleans.
A maior preocupação para a indústria de ingredientes é o enxofre, pois o Golfo responde por cerca de 44% da produção global deste subproduto de óleo e gás, que é indispensável para a fabricação de fertilizantes fosfatados. Diferente do petróleo, que possui rotas alternativas via oleodutos na Arábia Saudita, não existe infraestrutura para o escoamento de amônia ou enxofre que ignore o Estreito de Ormuz.
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